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Não-Meio

on jun 24, 2013 in Sem categoria | 0 comments

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Tenho que admitir que “turista” deva ser a melhor concepção para a minha pessoa. Sempre fui esse tipo de homem que transita corações de outras mulheres durante algum tempo, trazendo sorrisos, jantares, rostos felizes e tudo mais que elas precisarem naquele momento, além é claro, de um bom ouvido que todas precisam. O navio vai partir mais uma vez e bem, eu tenho que ir embora. Eu sempre aviso que a estadia não dura muito, meu passado me condena e é bem possível que eu não esteja por aqui nos próximos meses, de qualquer maneira, o desafio de tentar fazer eu ficar mexe com as outras de alguma maneira. Doce erro.

Mas como tudo na vida, sempre chega um dia que a gente cansa um pouco de transitar, mentira. Chega um dia na vida que entre esses trânsitos, acabamos por encontrar algum lugar, onde uma senhora cozinha para nós com um tempero irreconhecível fazendo com que tenhamos experiências antes nunca vividas. Não entendo, não tem muito significado, mas por alguma razão tem muito sentido. Algum lugar com olhos indecifráveis e cubos mágicos para brincar.

Eu aceito assistir a 120 minutos de um filme de mulherzinha qualquer e dizer que gostei apenas para ver o teu sorriso me dando soquinhos e dizendo que é a melhor até na escolha dos filmes. Tu és a única por quem eu me deixo levar até quando as minhas crenças são irrefutáveis.

Perdi o interesse por quem não me afoga em um mar de coisas e salva em respiração boca-boca fazendo eu mudar a minha visão toda a minha visão de mundo e ajudando a construir coisas ao meu redor. Meninas bonitas, no final da festa, vão continuar sempre sendo apenas meninas bonitas. E tudo aquilo que interessa? Aquela preocupação sem sentido de telefonemas durante almoço apenas para passar o tempo discutindo qual super-herói é o mais adequado e melhor?

A forma que eu encontrei para resumir tudo isso foi deixando algumas coisas minhas por aí. Não precisa se importar com essas coisas pequenas e pode deixar a minha camisa aí contigo. Usa como pano de chão, camiseta de tomar banho de chuva ou usa de pijama, tanto faz, mas usa, e deixa ela por ai. Por aqui tu deixaste muito mais do que saudade e sabe que não precisa de nenhuma peça de roupa para eu não me esquecer de lembrar de ti às vezes.

Eu não vou usar artifícios baixos contra ti, tão pouco escrever parágrafos que eu sei que tu se derreteria lendo ou melhor: não acreditaria que estava lendo. Sou homem demais para ficar brincando com as tuas certezas.

Ah, meu bem… Eu sinto a tua falta. Curto, grosso, indolor.

Af, vamos começar de novo:

Eu nunca sei ao certo como começar uma carta, texto, mensagem de texto ou qualquer coisa que o destinário seja você…

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